2 de jul. de 2010
Carta
Às vezes não sei se tenho medo e refugio-me em mim mesma. Às vezes não sei, não sei se tu foge porque também tem medo, ou simplesmente se tu foge porque não quer enfrentar. Não sei se tu fica e finge que não me vê chorar, por ter medo de não conseguir me fazer rir, ou porque tem medo de chorar também ao ver as lágrimas rolarem no meu rosto. Eu às vezes não sei se tu quer sonhar ou tem medo de subir alto demais, aposto que da mesma maneira como me disseram, também te disseram que quanto mais alto se sobe, maior é a queda e por isso tu sente esse medo. Mas não tenha medo, me dê a mão e siga junto comigo, eu prometo que mesmo que tu fique sem forças, eu te carrego comigo. Sempre.
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